Nos últimos anos, a conta de energia elétrica se tornou uma das principais pressões sobre o orçamento de empresas brasileiras, chegando a representar cerca de 15,44% dos custos operacionais de micro e pequenas empresas. Com os preços da luz oscilando, cresce a adoção de sistemas fotovoltaicos. Até o início de 2025, o Brasil já contava com quase 60 GW de capacidade solar instalada, o equivalente a cerca de 23,5% da matriz elétrica do país. A utilização dessa fonte renovável permite reduzir a conta de luz em até 95%. Esse cenário reforça a urgência por estratégias de gestão focadas em previsibilidade e eficiência para empresas de todos os portes.
A possibilidade de gerar a própria energia elétrica, de forma limpa e renovável, representa para as empresas uma forma concreta de driblar os aumentos recorrentes nas tarifas e garantir estabilidade em seus custos fixos. O benefício vai além do corte de despesas. Ao investir em energia solar, as empresas também ganham autonomia energética, valorizam seus ativos e demonstram alinhamento com práticas ESG, cada vez mais exigidas por investidores, parceiros e consumidores.
“A energia solar deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade competitiva. Quem investe nessa tecnologia reduz custos, melhora a margem e reforça seu posicionamento no mercado. Além disso, buscar fontes limpas é fundamental para empresas que desejam manter uma atuação consistente e transparente no campo das práticas ESG”, disse ao CanalEnergia o CEO do Grupo Studio, Carlos Braga Monteiro.
Ele explica que o avanço da tecnologia, o aumento da oferta de equipamentos e a ampliação das linhas de crédito voltadas à sustentabilidade vêm tornando esse tipo de investimento cada vez mais acessível. Mesmo empresas que não possuem área física disponível podem aderir à geração compartilhada ou utilizar modelos de compensação por meio de cooperativas e consórcios de energia.
Perfil ideal para investimento
Monteiro afirmou que o perfil para investir nessa fonte é de empresas de pequeno e médio porte com consumo relevante de energia elétrica, especialmente aquelas que operam em horário comercial e têm uso contínuo de equipamentos.
Entretanto, segundo o executivo, alguns segmentos têm apresentado resultados particularmente expressivos após a adoção da tecnologia. “Setores como comércio, varejo alimentício, agronegócio com irrigação elétrica, logística, hotéis e clínicas médicas têm se destacado. São atividades que combinam alto consumo diurno com áreas disponíveis para instalação. Assim alcançam resultados muito expressivos em economia e retorno sobre o investimento”, explicou.
Benefícios além da economia direta
Os ganhos financeiros vão muito além da redução imediata na conta de luz. Ele relaciona que as empresas conquistam previsibilidade de caixa, proteção contra reajustes tarifários e acesso facilitado a linhas de crédito verdes, com prazos mais longos e taxas mais competitivas.
Além disso, o CEO do Grupo Studio ressalta ainda que a adoção de energia solar melhora o perfil de risco, facilita a captação de recursos e aumenta a valorização da empresa perante investidores e parceiros, pois incorpora práticas de sustentabilidade diretamente ligadas ao negócio. O processo de implementação começa com uma análise para avaliar os resultados esperados.
A partir dessa análise inicial, é projetado o fluxo de caixa, o payback e o retorno do investimento. “O projeto só é aprovado quando fica claro que haverá economia consistente, segurança operacional e um impacto positivo direto no negócio”, afirmou o executivo.
Alternativas para quem não tem espaço físico
Para empresas que não possuem área física disponível para instalação de painéis, existem alternativas viáveis. “Nesses casos, a empresa pode participar de um consórcio ou assinar cotas de uma usina solar externa. O desconto médio varia de 10% a 20% na conta de energia, sem necessidade de investimento inicial”, explicou Monteiro.
Ele pondera, no entanto, que há diferenças importantes em relação aos sistemas próprios. “A vantagem é a facilidade e a entrada imediata, mas a economia tende a ser menor que em um sistema próprio, além de a empresa não ter controle direto sobre a operação”.
Estratégias dentro do novo marco legal
As recentes mudanças regulatórias no setor de energia solar no Brasil exigem atenção especial. “O novo marco exige atenção ao dimensionamento e ao perfil de consumo. Orientamos nossos clientes a priorizar o consumo diurno, evitar excedentes pouco aproveitáveis e, quando aplicável, usar o modelo de autoconsumo remoto para múltiplas unidades”, orientou o CEO.
Para empresas de maior porte, as estratégias podem ser mais sofisticadas. Segundo ele é possível integrar a geração distribuída com outras estratégias de gestão de energia, inclusive combinando com o mercado livre. O foco é sempre maximizar o retorno dentro das regras atuais e proteger contra futuras pressões tarifárias”.
Impacto nas práticas ESG
A adoção de energia solar também tem impacto direto nas práticas ESG das empresas, com resultados mensuráveis. “As empresas quantificam a redução de emissões de CO? por meio de inventários padronizados, reportando esses resultados em relatórios de sustentabilidade e junto a seus stakeholders”, explicou Monteiro.
Esse diferencial tem se traduzido em vantagens competitivas concretas. Segundo o executivo, a adoção tem fortalecido a reputação das companhias e aberto portas em licitações, contratos e negociações com clientes que valorizam práticas ambientais consistentes. “Já acompanhamos casos de empresas que conquistaram novos negócios justamente por comprovarem, de forma objetiva, o impacto positivo da energia solar em sua pegada ambiental”, disse.
Será que a sua empresa pode otimizar custos com a energia solar? Vale a pena descobrir e começar a economizar desde já.
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