Comissão da Eletrobrás aprova as primeiras audiências públicas
Entre os convidados estão o presidente da estatal, Wilson Ferreira Junior, e o ex-ministro do MME Nelson Hubner
POR Laíse Teixeira
16/04/2018 às 11:30
Comissão da Eletrobrás aprova as primeiras audiências públicas

DA AGÊNCIA CANALENERGIA

Após acordo com a oposição, a comissão especial que discute o projeto de privatização da Eletrobrás conseguiu aprovar na noite da última quarta-feira, 11 de abril, três requerimentos de realização de audiências públicas. A primeira reunião vai acontecer na terça-feira, 17, às 14h30, quando será ouvido o presidente da estatal, Wilson Ferreira Junior.

O requerimento com o convite ao executivo foi apresentado pelo deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), relator do projeto. Os outros dois requerimentos são dos deputados Luciana Santos (PCdoB-PE) e Patrus Ananias (PT-MG), e preveem a participação do ex-ministro de Minas e Energia e ex-presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica Nelson Hubner; do ex-presidente da Eletrobras Luiz Pinguelli Rosa; e de um representante do Coletivo Nacional dos Eletricitários.

Na semana que vem, a comissão vai definir os nomes dos próximos convidados e as datas das audiências públicas que ainda não foram marcadas. O acordo foi fechado depois da quarta tentativa de votação de requerimentos pelo colegiado.

A reunião de ontem foi aberta à tarde, mas, como não houve consenso, o presidente da comissão, deputado Hugo Motta (PRB-PB), suspendeu a sessão até o término da ordem do dia no plenário da Câmara, que aconteceu após as 21 horas. Motta ameaçou mais de uma vez propor ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a apresentação do projeto para votação diretamente no plenário. Para que isso aconteça, porém, Maia terá que aprovar o regime de urgência, o que também depende de acordo com as lideranças dos partidos.

A proposta de privatização da Eletrobrás prevê o aumento de capital sem a participação da União, que deixaria de deter o controle da companhia. A expectativa do governo e de arrecadar R$ 12,2 bilhões com a venda das ações da empresa, mas o projeto patina no Congresso, porque não já empenho da própria base aliada.

Com informações da Agência Câmara